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SET Architects projeta complexo educacional em região devastada por terremoto na Itália

Dez anos depois de um grande terremoto ter assolado a região central de Abruzzo, na Itália, muitas crianças ainda têm aula em módulos temporários semelhantes a contêineres. Visando melhorar o cotidiano dessas crianças, o projeto do escritório SET Architects para o novo “Complexo Escolar de Sassa” propõe a reconstrução de um lugar para os alunos e a comunidade aprenderem, se reunirem e crescerem. Inspirados na modularidade dos brinquedos de “trepa-trepa”, os arquitetos descrevem o projeto como uma metáfora para a “liberdade e agregação social como valores fundamentais para o ensino dinâmico e inovador”.

Localizado na cidade de Sassa, perto de L’Aquila (a cidade mais afetada pelo terremoto de 2009), o complexo está situado estrategicamente, acessível a partir de muitas comunidades vizinhas afetadas pelo tremor. O projeto do SET Architects utiliza uma estrutura de painéis de madeira laminada cruzada, material flexível e resistente a sismos, no caso de novos terremotos na região. As geometrias simples e materiais naturais integram o edifício à paisagem, criando um diálogo contínuo entre espaços internos e externos e entre espaços de aprendizagem e de interação social.

A estrutura externa, inspirada no “trepa-trepa”, desempenha diversas funções. Enquanto pérgula, percorre e conecta os diferentes edifícios, servindo também como protação solar para salas de aula voltadas para o sul e como um elemento de transição entre os edifícios e jardins. Fachadas de vidro no térreo garantem transparência visual e a oportunidade de ampliar o espaço de aprendizado para o exterior, sob a pérgula, quando o clima permitir.

Projetado visando a flexibilidade e adaptabilidade, o complexo integra uma mistura de espaços públicos e privados de diferentes escalas. Através do uso de mobiliário modular, paredes móveis e outros elementos flexíveis, estudantes e membros da comunidade podem usar estes espaços para diferentes atividades. Nos espaços de aprendizagem, os alunos são incentivados a desenvolver autonomia e criatividade, envolvendo-se ativamente no espaço e apropriando-se dele para suas necessidades.

O projeto considera a sustentabilidade, a saúde e o bem-estar dos usuários na escolha dos materiais, no desenho do layout e na orientação dos edifícios. Concebida como uma série de blocos independentes conectados por um pórtico autoportante, a proposta poderia ser construída em etapas para facilitar a implementação.

Fonte: ArchDaily