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“Eficiência chinesa” promove construção do “corredor elétrico” no Brasil

A usina hidrelétrica de Belo Monte, localizada no rio Xingu, no norte do Brasil, é a segunda maior do gênero no país. Para garantir a transmissão elétrica segura e eficaz para o sudeste, a companhia chinesa STATE GRID construiu um “corredor elétrico” vertical no território brasileiro. O projeto é considerado como uma importante prática da iniciativa Cinturão e Rota e da cooperação internacional de capacidade de produção, sendo também uma referência da “eficiência chinesa” no exterior.

A 2ª fase do projeto de Belo Monte, executada pela STATE GRID, é a maior distância de transmissão elétrica via linha de ultra-alta tensão no mundo. Ele transmite eletricidade no padrão 800KV por 2539 quilômetros, passando por 78 cidades de cinco estados, Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Com uma capacidade de transmissão de quatro milhões KV por ano, este desempenhará um papel relevante para a distribuição energética no Brasil. O projeto foi lançado em setembro de 2017 e já foi concluído no dia 10 de março deste ano, dois meses antes do prazo do contrato, criando um novo recorde na construção de projetos elétricos em gigante escala. Segundo o plano, o projeto entrará em funcionamento no terceiro trimestre deste ano.

O projeto de Belo Monte é o primeiro de transmissão elétrica de ultra-alta investido, construído e mantido independente pela STATE GRID no exterior. A sua conclusão antecipada mostra ao mundo a “eficiência chinesa”. O gerente do Departamento de Planejamento do projeto, Xiao Bin, destacou alguns motivos que garantem a conclusão eficiente e de alta qualidade.

“Primeiro, temos uma excelente capacidade de implementação. Temos uma garantia financeira para o abastecimento de equipamentos e a construção por contratantes. Além disso, nossa gestão também é muito boa. Por um lado, temos uma equipe técnica experiente no local de construção que podem resolver rapidamente qualquer problema. Por outro, fizemos planos completos e previmos riscos antecipadamente para evitá-los. Quanto aos equipamentos, temos tanto equipamentos brasileiros como chineses e seu abastecimento correu bem. Todos chegaram ao canteiro com antecipação para garantir a conclusão da obra a tempo.”

No Brasil, o sul e o sudeste são as principais regiões de consumo elétrico, mas o centro da geração de eletricidade localiza-se na bacia do rio Amazonas, no norte. A distância entre as duas áreas ultrapassa dois mil quilômetros, o que constitui um grande desastre para a transmissão elétrica. Nesta área, a tecnologia chinesa de transmissão de corrente contínua de ultra-alta tensão tem uma forte vantagem competitiva. Porém, não foi fácil a tecnologia chinesa entrar no Brasil, país que dominava a liderança de hidrelétrica e transmissão elétrica na década 1980. O vice-gerente do canteiro de Xingu, Jia Yongjian, lembra:

“Passamos por um processo. Inicialmente, os brasileiros não reconheceram nosso plano e requisitos de construção. Achavam que nós tínhamos aumentado o custo e prolongado o período de construção. Depois de esforços contínuos, agora, eles entendem e reconhecem a nossa experiência e querem estudar. Eles já sabem bem as vantagens do programa chinês. Os equipamentos vão gerar vibração continuamente durante a operação. A nossa tecnologia pode evitar rachaduras, garantindo que os equipamentos não tenham nenhum problema de qualidade na operação.”

Até abril de 2018, a STATE GRID construiu um total dez obras de transmissão elétrica com padrão 800KV de tensão. A capacidade chinesa no setor representa o nível mais avançado no mundo. Xiao Bin disse que todos os engenheiros brasileiros que participaram do projeto de Belo Monte se sentiram orgulhosos.

“Posso dizer que todos os engenheiros brasileiros sentiram um grande orgulho por participar deste projeto, o maior de eletricidade na história do país. Tem um grande significado, que resolve o abastecimento insuficiente de energia no sul. No trabalho com os chineses, eles aprenderam coisas que não encontraram em outros projetos. Nós também vamos enviar os brasileiros para participar mais de nossos projetos para estudarem as tecnologias e as filosofias de gestão avançadas da China.”

A 2ª fase do projeto de Belo Monte segue o princípio de “conversação, construção conjunta e compartilhamento” da iniciativa Cinturão e Rota, promovendo o desenvolvimento socioeconômico local. O projeto criou 16 mil postos de emprego, construiu e reparou 1.970 quilômetros de estrada e 350 pontes, participou de mais de 20 projetos de responsabilidade social, doou artigos de proteção contra malária para residentes de 33 cidades ao longo do projeto, além de contribuir com 2,2 bilhões de reais para a tributação brasileira. O projeto concretizou a cooperação de benefício recíproco entre China e Brasil.

Fonte: Portuguese