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Isopor reciclado para a fabricação de acabamentos decorativos e sistemas de isolamento

Em pleno século XXI qualquer solução sustentável deve ser exaltada! Neste post serão abordadas soluções arquitetônicas que utilizam o isopor reciclado como matéria-prima de acabamentos decorativos (resistentes à água) e como preenchimento de paredes de EPS, com diversas vantagens que vão desde isolamento termoacústico até economia com os custos da obra.

O Isopor®, é uma marca registrada alemã (da Knauf Isopor Ltda) e trata-se de um material sintético que se origina do petróleo cujo nome técnico é poliestireno expandido ou EPS (sigla do seu nome em inglês). Por ser composto por 98% de ar e 2% de plástico é um material bastante leve e 100% reciclável.

Estoque de EPS que serão reciclados na fábrica da Santa Luzia em Santa Catarina | Foto: Dickson Comelli. Image Cortesia de Santa Luzia

Segundo dados da Plastivida, 34% do EPS produzido no Brasil é reciclado, colocando o país no mesmo patamar da maioria dos países europeus nesse assunto. Apesar deste ser um número considerado positivo em comparação às outras diversas formas de plástico, ele poderia ser muito melhor já que, muitas vezes, por falta de informação ele acaba sendo descartado no lixo comum, o que contribui com diversos problemas ambientais como o aumento de plásticos dos oceanos, por exemplo.

Outra dificuldade encontrada em seu processo de reciclagem é o fato do isopor possuir um baixo preço de venda por ser um produto extremamente leve e ocupar um espaço muito grande, o que gera desinteresse por parte dos catadores e das cooperativas de reciclagem.

A iniciativa de reciclagem deste material no Brasil é tão rara que a Proecologic, uma das poucas empresas no país que faz sua reciclagem foi vencedor da categoria “Reciclagem ou Sistemas de Reciclagem” do “Prêmio Lixo Zero do Brasil”, uma realização do “Instituto Lixo Zero Brasil” em conjunto ao “Menos 1 Lixo” em 2018. Outra organização brasileira que colabora com a conscientização da população neste assunto é a Plastivida, que promove palestras, exposições, eventos e educação nas escolas, para discutir a necessidade de repensar a relação da sociedade com os plásticos em geral.

Para arquitetos e decoradores de interiores é interessante conhecer o trabalho da Santa Luzia, que desenvolveu tecnologia exclusiva no Brasil para reciclar e produzir acabamentos e rodapés utilizando 98% de isopor reciclado em sua composição, que além de sustentáveis são também à prova d´água.

A seguir, duas maneiras diferentes de utilizar o EPS na construção civil: acabamentos decorativos e paredes de isopor.

Acabamentos decorativos de EPS Reciclado
Atualmente no país existe apenas uma empresa que fornece elementos decorativos produzidos a partir do isopor reciclado. A Santa Luzia investe, há quase vinte anos, em técnicas e equipamentos capazes de compactar e transportar o material diretamente das empresas e cooperativas parceiras até sua fábrica, reduzindo os custos e emissões de CO2 durante esse transporte. As preocupações ambientais da empresa seguem também o mesmo padrão durante a logística reversa.

Dentre as linhas de produtos estão rodapés, rodameios, rodatetos, boiseries e guarnições com diversos acabamentos que variam entre cores e texturas metálicas, além de estarem disponíveis em diversos tamanhos para adequar-se facilmente às especificidades de cada projeto.

Paredes de EPS
O EPS em seu estado bruto pode ser utilizado como matéria-prima na construção de paredes, solução muito utilizada em países como EUA e China especialmente por suas propriedades que auxiliam na proteção estrutural contra danos causados por furacões e terremotos, por exemplo.

Algumas das vantagens das paredes de EPS estão a segurança nas obras, já que é um material que não gera combustão; suas excelentes propriedades de isolamento termo acústicos.

O EPS é um material muito flexível, sendo fácil adaptá-lo à outros elementos construtivos do edifício sejam eles de madeira, ferro, alumínio ou concreto. Além disso, por possuir alta resistência química e mecânica, o uso do EPS torna o sistema construtivo altamente resistente ao envelhecimento e à umidade.

A principal desvantagem do uso de parede de isopor está no fato de que o EPS utilizado nas paredes é muito específico sendo comercializado em painéis prontos para serem fixados na base. Na hora de especificar, atente ao fato de que o EPS precisa ser de alta qualidade (com alta resistência) e que possua o retardante de fogo em sua fórmula. Cheque também se o painel de seu fornecedor atende ás recomendações Resistência e Capacitância Térmica previstos na NBR 15575.

Fonte: Archdaily