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Tecnologia apoia construtoras no controle de acesso a canteiros durante pandemia

Sistemas como o Mobuss Construção, ganham espaço na rotina das construtoras, e funcionalidade para controle de documentação de colaboradores está entre as três mais utilizadas durante a pandemia

Pilar da economia brasileira, a construção civil segue atuando durante a epidemia, com precauções como a adoção de medidas de turnos entre equipes, distanciamento social, home office do setor administrativo.

Segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), 88% das obras no país seguem e um dos grandes desafios das construtoras é garantir a segurança dos colaboradores nesse período.

Mais do que nunca, ter controle sobre os acessos ao canteiro de obras, e registros atualizados sobre a distribuição de equipamentos de segurança, é um fator preponderante para evitar a suspensão dos serviços.

Neste cenário, a digitalização de processos é um diferencial que mantém o ritmo de trabalho sem alterações e com os devidos cuidados.

Silvio Etges, gerente de Produtos da Teclógica, empresa de tecnologia que desenvolve a solução de mobilidade para o canteiro de obras Mobuss Construção, diz que ter controle em tempo real sobre os acessos só é possível com apoio da tecnologia.

Durante a pandemia, uma das funcionalidades mais acessadas pelas construtoras que utilizam a solução da empresa é o Portal do Fornecedor, que permite ao empreiteiro entregar os documentos necessários no formato digital, tanto da empreiteira quanto dos seus colaboradores.

“A possibilidade dos empreiteiros entregarem a documentação digitalmente – tanto a inicial quanto a periódica – dá agilidade ao processo de gestão de fornecedores da construtora, evitando processos manuais de controle e digitalização. Em tempos de pandemia, manter o distanciamento social (quando possível) sem prejudicar a operação já é muito bom. Porém, adotar o Portal de Fornecedores aumenta a produtividade, pois melhora a performance do processo”, avalia.

Com o controle de acesso integrado à documentação, o cenário é de maior segurança e controle.

“Com esse tipo de solução, a construtora consegue garantir efetivamente que aqueles que entram na obra estão com a documentação em dia. Além da documentação, é possível barrar o acesso de colaboradores sem treinamentos ou EPIs obrigatórios em dia. E toda a informação fica disponível num painel por obra, dando a devida transparência do processo para todos os interessados”, acrescenta o executivo.

Digitalização já ganha espaço
Antes da pandemia, a tecnologia já vinha sendo adotada como ferramenta de controle em diversas construtoras.

É o caso da pernambucana Mori Mori, que com o Mobuss Construção controla seus EPIs, ações de gestão de pessoas e acessos a equipamentos. Os dados disponibilizados no dispositivo móvel facilitaram a rotina da empresa, que conquistou mais confiabilidade no processo de gestão. O resultado foi o aumento de 60% na produtividade.

“Com a solução fica tudo centralizado e arquivado em nuvem, facilitando o dia a dia e as buscas de informações, quando necessário”, destaca o almoxarife da construtora, Daniel Mori.

A Vectra Construtora, que atua no Paraná e no Mato Grosso do Sul, também adotou o módulo de Segurança do Mobuss Construção.

Com a aplicação, agora tem dados em tempo real sobre entrega, gestão e localização de equipamentos de proteção.

“A solução demandou um investimento que representa cerca de 0,05% do custo total de uma obra. Além disso, economizamos cerca de R$ 53 mil por ano somente com a substituição do Sistema para Gestão de Projetos”, revela Mônica Pamplona de Oliveira, coordenadora de Processos da Vectra Construtora.

Para Etges, a pandemia pode se tornar um acelerador da digitalização no canteiro de obras.

“Neste momento, o controle sobre processos e pessoas é primordial para a atuação assertiva da indústria da construção. Acredito que a experiência de quem agora passa a digitalizar processos por força maior vai deixar claro quão fundamental é a tecnologia dentro deste setor, para que possa se recuperar no menor tempo possível”, conclui.

Fonte: Revista Grandes Construções